Conab aponta estresse hídrico e quebra na safra de milho no Triângulo Mineiro
Atraso no plantio da soja empurrou a semeadura do milho safrinha para fora da janela climática ideal, gerando perdas consolidadas.

O Boletim de Monitoramento Agrícola da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) confirmou uma retração expressiva no potencial produtivo das lavouras de milho safrinha em municípios do Triângulo Mineiro e no noroeste de Minas Gerais. O principal fator para a quebra foi a severa estiagem registrada durante o outono.
A semeadura tardia do milho, ocorrida após o atraso histórico na colheita da soja na safra de verão, deixou as plantas expostas à falta de chuvas em fases críticas do ciclo biológico. A ausência de precipitações no mês de abril coincidiu com o enchimento de grãos, comprometendo severamente o peso final e a qualidade do produto colhido.
Cidades como Gurinhatã, Ipiaçu, Canápolis e Ituiutaba sentiram diretamente o impacto da quebra de safra. Cooperativas e analistas do setor agrícola apontam que, embora o retorno das chuvas tardias em maio tenha aliviado pastagens, os danos fisiológicos nas plantas de milho semeadas tardiamente são irreversíveis.
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