Greve dos professores em Belo Horizonte entra em impasse e afeta rede municipal
Sindicato e prefeitura divergem sobre reposição de aulas perdidas e contratação de profissionais para apoio escolar.

A greve dos trabalhadores em educação de Belo Horizonte completou quase um mês de duração, sem acordo definitivo entre o Sindicato da categoria (Sind-Rede) e a Prefeitura da capital. O movimento afeta o cronograma de aulas de milhares de estudantes e acende o alerta sobre o cumprimento dos 200 dias letivos mínimos exigidos por lei.
O principal ponto de discordância envolve a forma de atendimento educacional especializado para alunos com deficiência. Enquanto a administração municipal defende a terceirização do suporte por meio de convênios com organizações civis, os educadores em greve reivindicam a convocação de auxiliares aprovados em concursos públicos vigentes.
A prefeitura divulgou planos parciais de reposição de carga horária para o ensino fundamental e infantil, limitando a compensação dos dias de paralisação que extrapolaram o cronograma planejado. Uma nova rodada de conciliação mediada pelo Tribunal de Justiça é aguardada pelas famílias.
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